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Sexualidade

Relacionamento e Sexualidade

 

Relacionamento e sexualidade estão intimamente ligados e podem ser fonte de prazer, saúde, qualidade de vida, amor e afeto. Mas, quando o relacionamento é difícil, as pessoas se fecham e têm medo de se entregar. Inibem a satisfação sexual um do outro. Se acreditamos que sexo é sujo ou pecado, tendemos a boicotar nossa sexualidade e a do cônjuge. O terapeuta sexual ajuda a identificar aspectos do relacionamento que bloqueiam a sexualidade dos parceiros, ao mesmo tempo que sugere comportamentos adequados para a superação das dificuldades.


Os problemas sexuais femininos mais frequentes são: falta de desejo, falta de excitação, anorgasmia (dificuldade de atingir o orgasmo), vaginismo (contração vaginal involuntária que causa dor, desconforto e impede a penetração) e dispareunia (dor na penetração).

Esses problemas têm consequências psicológicas e trazem desconforto para a mulher e o casal. Quando a mulher sofre com depressão, medos, fobias, pânico, traumas emocionais, dependência química, transtornos obsessivos, comportamentos compulsivos e TPM severa, são fatos que afetam negativamente a sexualidade.

O stress profissional ou familiar também leva a disfunções sexuais. A história de vida: questões com a identidade sexual, conflitos morais e religiosos, vindos de uma educação repressora, a falta de modelo sexual feminino na família, sentimentos bi ou homossexuais e tabus são fontes de limitação da sexualidade. Abuso sexual quando criança ou jovem pode levar a desenvolver aversão ou compulsão ao sexo, por associar penetração com violência. Pode ocorrer que a mulher faça sexo por obrigação ou procriação e não por prazer. Tais contingências podem levá-la a menosprezar a importância do sexo.

Preconceito com o corpo e envelhecimento: tamanho dos seios e nádegas, rugas, estrias, não aceitação das alterações físicas pelas quais seu corpo passa são problemas para a mulher. Isso vem de um conceito distorcido de beleza ditado pela mídia. Algumas consideram os órgãos sexuais como algo feio, fonte de problemas e não de prazer.

A obesidade pode impedir a mulher de sentir-se à vontade com o próprio corpo e a nudez. Outros problemas como vínculo excessivo com os pais ou os filhos, doença familiar, conflitos de papéis (mulher, mãe, filha), rejeição ao homem, falta de fantasias sexuais e de criatividade geram insatisfação sexual.

Procure a ajuda de um profissional antes que esses problemas se agravem e a impeçam de viver plenamente.

As disfunções sexuais masculinas mais frequentes são: disfunção erétil, ejaculação precoce e dificuldade de ejaculação. Quando o homem é acometido por doenças de natureza psicológica: depressão, medos, fobias, pânico, traumas emocionais, dependência química, transtornos obsessivos e comportamentos compulsivos pode desenvolver disfunções sexuais, que na maioria dos casos trazem desconforto para o homem e para o casal.

Stress no campo profissional e familiar tende a comprometer a vida sexual masculina: fracassos, frustrações profissionais, workholismo (identificação exagerada com o trabalho), burnout (esgotamento físico e mental ligado à profissão), desemprego, vínculo excessivo com pais ou filhos e doença familiar, diminuem a energia sexual masculina.

Questões oriundas da história de vida: identidade sexual pouco desenvolvida, conflitos morais e religiosos gerados por uma educação repressora limitam a satisfação sexual. O abuso sexual quando criança ou jovem, tabus, sentimentos bi ou homossexuais podem desenvolver aversão ou compulsão ao sexo.

Outro problema frequente é o preconceito quanto ao tamanho do próprio pênis e estatura, afetando sua autoestima. Conflitos assim interferem direta ou indiretamente na potência sexual.

O homem pode sentir dor ao penetrar a mulher, gerado pela fimose, trauma emocional ou associação errônea entre penetração e violência. Pode ocorrer ainda que o homem evite relações sexuais, quando a mulher está grávida, com medo de machucar o feto.

O trabalho psicoterapêutico tem o objetivo de promover o autoconhecimento sexual e a busca de formas mais saudáveis de lidar com a sexualidade.

Infertilidade de um ou de ambos gera sentimentos comuns de incerteza, impotência e angústia, que afetam a autoestima e a sexualidade do casal.

Alguns casais desconhecem seu próprio corpo e o do parceiro. Sem saber do que precisam, não revelam os seus desejos. Como consequência pouco investem na estimulação adequada, no início da atividade sexual, ocasionando desconforto e pouco ou nenhum prazer.

Casais em desencontro discordam quanto a hora, local e preferências de posições para o ato sexual. Sem harmonia entre o casal, os parceiros se boicotam gerando o caos no relacionamento. O que poderia ter um caráter prazeroso torna-se um meio de disputa e luta de poder.

Estudos demonstram o efeito nocivo do tabagismo, obesidade e alcoolismo sobre o desempenho sexual (em pequenas doses, o álcool ajuda a liberar as pessoas inibidas, porém em quantidades maiores compromete o desempenho sexual).

O foco da terapia sexual de casal é ajudar a promover o diálogo e estabelecer comportamentos de solução onde ambos participem.